4 de fev de 2010

Audiência sobre o Programa de Direitos Humanos: mulheres firmam posição sobre a descriminalização do aborto

A defesa dos direitos das mulheres, de um estado laico e que a opção por um aborto seguro deva ser encarada como um tema de saúde pública e não uma questão religiosa perpassou na audiência pública que debateu nesta quinta-feira, 4, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) na Comissão de direitos Humanos e Minorias do Congresso Nacional. “O debate sobre o aborto deve ser protagonizado pelas pessoas que sofreram na pele, como uma questão de saúde pública, não religiosa. Já sobre os símbolos religiosos, é preciso que todas as religiões sejam ouvidas, não apenas a católica”, cobrou Andrezza Caldas, do Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos.

O plano contem medidas consideradas polêmicas, como a descriminalização do aborto, abertura dos arquivos do regime militar, criação da comissão da verdade, o fortalecimento da reforma agrária, considerando as terras quilombolas e prioridade para a aplicação de penas alternativas no sistema penitenciário. Andrezza Caldas e Sílvia Camurça, da Articulação de Mulheres Brasileira, criticaram os padrões culturais impregnados pelo ranço do patricalismo vigente na sociedade brasileira, bem como a atuação da mídia nacional que não dá visibilidade correta ao conteúdo do PNDH.

Um comentário:

Anônimo disse...

A ONG "women on waves", é um iniciativa holandês (país secular, com direitos humanos respeitados) para ajudar mulheres em países sem liberdade de decidir sobre a própria barriga. Muitas mulheres do Brasil já conseguiram fazer o aborto com ajuda das "mulheres nas ondas". O site fornece pílulas e "acompanhamento digital" de médicos para mulheres:
https://www.womenonwaves.org/pt/